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quinta-feira, outubro 21, 2010

Feliz aniversário, Arthur

Há um ano eu me tornava mãe. Dizem que somos mães desde que o filho está na barriga, mas não é verdade. pelo menos, não comigo. só depois de ter arthur em meu colo foi que vi o que era ser mãe de verdade. todas as angústias que sentimos, as emoções, dúvidas... todas vieram no dia 21 de outubro de 2009.




assim como a gravidez, esse primeiro ano teve suas fases. primeiro semestre foi difííícil!!!! e aviso logo pra quem quiser ser mãe: o que vc vê nas novelas e filmes é tudo muito enfeitadinho. é cansativo demais tomar conta de um recém nascido. E olha que eu tive ajuda dos meus pais que estavam perto. sem contar com o maridão que só não é mãe porque é homem e não pôde (ainda tem esse acento???) carregar arthur na barriga nem dar peito.

já o segundo semestre, esse sim, é maravilhoso. por mais cansados que estamos, não há como sentir indisposição perto do bebê. a gente vira criança junto e faz tudo por ele. todos os seus planos não estão mais voltados para vc, mas para ele. até porque não há realização maior do que vê-lo sorrindo apenas porque vc fez uma voz engraçada, ou porque escondeu seu rosto e mostrou logo em seguida. criança é tão especial que, por mim, eu nunca deixaria de ser uma. pena que existe o tempo...

Mas se não há nada que podemos fazer a não ser aceitá-lo como nosso companheiro, digo a vc tempo, que estou muito feliz por esses 365 dias com meu filho. Obrigada!


Feliz aniversário, Arthur!


terça-feira, setembro 14, 2010

isso é lomografia, ou ISO e Lomografia

Sempre tive curiosidade com fotografia, mas uma preguiça de aprender. Lembro que a disciplina fotojornalismo,oferecida no meu curso na federal do Maranhão, foi feita bem pelas coxas. O professor não sabia nem colocar o filme na máquina (sou da época do analógico, oras!). quem se motiva assim? Mas isso é desculpa esfarrapada. Quando a gente quer não tem que meta a mão.

Mas enfim... indo direto ao assunto. Aqui em Brasília ando tão motivada a fazer tudo ao mesmo tempo e agora, que estou experimentando mais a arte da fotografia e por conta própria. Mas quero e vou me matricular em um curso de fotografia. basta só organizar direito meu tempo para mergulhar de cabeça nesta maravilha.

Aliadoà minha curiosidade está minha eterna essência infantil. Aproveito que tenho filho e compro tudo que é brinquedo que vejo pela frente, sempre usando a desculpa de que “é para Arthur”.

Fiz a festa na feira dos importados sábado. Comprei dois brinquedinhos luminosos: uma bola que pisca quando quica e um peão (este foi recomendação da Helena, irmã postiça da minha irmã e minha amiga). Aproveitei pra tentar entender um pouquinho sobre o funcionamento do ISO na fotografia e bati muitas fotos do meu filho no escuro brincando com os presentinhos.

Não vou dizer que ficaram ótimas as fotos, mas também não ficaram uma bosta. curiosas é um bom adjetivo, hahahaha.


















Em tempo: compramos a nossa primeira máquina lomográfica e já gastamos um filme inteiro. Erramos em todas (a máquina não tem visor!), mas algumas ficaram engraçadinhas. Ainda temos mais 3 filmes de 36 poses para gastar e assim iremos tentando até aprender a usufruir de tudo que a lomo tem a nos oferecer. Agora é me reacostumar com aquela ansiedade em saber se a foto ficou legal ou não, coisas que a digital não permite. =)


quarta-feira, agosto 11, 2010

Tudo novo de novo

Estou há 22 dias em Brasília. Nesse meio tempo mobiliei o ap, revi alguns amigos, arrumei emprego e coloquei meu filho de 9 meses na creche.

é! este último foi o mais difícil de todos. mais doído do que cortar as mãos ao tratar da carne do almoço, mais do que ter os lábios rachados pela secura da cidade, mais do que as saudades que sinto dos meus pais e irmão.

deixar arthur nas mãos de outras pessoas, imaginando se está sendo bem tratado ou não, logo no meu primeiro dia de emprego, dia em que precisava estar focada em qualquer movimento para captar todo o funcionamento da empresa, não foi fácil. só minha garganta sabe o quanto do choro eu segurei. Só ela sabe o nó enorme travado dentro dela, dificultando a passagem da saliva. Teve um momento que não deu mais. Diante da afirmação do meu marido que naquele momento Arthur chorava, chorei junto ao telefone, me sentindo a pior mãe do mundo por deixar meu filho num lugar que ele não queria ficar. Pelo menos não naquela hora. Não via a hora de dar 18h. de sair correndo e buscar meu filho. Imaginei encontrá-lo vermelho de tanto chorar, com as “tias” da creche desesperadas sem saber o que fazer. Corri. Cheguei lá. E vi meu pequeno grande rei Arthur sentado no E.V.A. brincando com um chocalho com a tia lady.

Meu coração, que até então estava em prantos, galopando para chegar em primeiro lugar na corrida, deu uma relaxada. Fui da quinta para a segunda marcha. Coisa mais linda do mundo meu filho. Não é porque é o meu filho, mas ele é o bebê mais lindo e mais cheiroso que já vi na vida.

Corri para abraçá-lo e chorei feito uma boba. E ele, lá me olhando, sem entender nada.
Hoje é meu segundo dia aqui no trabalho. Meu marido me avisou que assim que chegou na creche e viu as tias, Arthur soltou um sorriso. Coisa fofa, meu deus! Estou bem mais tranqüila agora, já imaginando como irei encarar quando ele negar vir no meu colo por preferir o colo das tias da creche.

Ahhh, e por ter que ser matriculado na escolinha, Arthur teve que tirar sua primeira foto 3x4. E não é que ele posou direitinho pra foto? Sorriso maroto no rosto, cabelo penteadinho... ai, ai... não é porque é meu filho não, mas...

terça-feira, julho 06, 2010

Franklin, o amigo de Arthur.

Arthur é um menino que gosta de atenção. Se você o deixa brincando um pouquinho no tapete de E.V.A. e sai para fazer qualquer outra coisa, rapidamente ele resmunga. São poucas as coisas que o fazem ignorar tua presença, e uma delas é Franklin.

Franklin é uma tartaruga que sabe contar de dois em dois e amarrar os sapatos. É um desenho canadense que passa no Brasil no canal fechado Discovery Kids. É divertido de assistir. Tem umas lições de moral bacaninhas para as crianças (e até para nós adultos, ora pois!). O que me chama mais atenção é que Franklin é o único animal a ter um nome próprio (pelo menos na versão brasileira, pois pelas minhas wikipesquisas, no livro francês cada personagem tem um nome). Seus pais são Sr. e Sra Tartaruga; seu melhor amigo é o urso; seus outros amigos são a castor, o coelho, o raposa, o caracol, a lontra... e seu professor o Sr. Coruja. Para não fazer regra, dia desses vi um episódio com a irmã mais nova de Franklin, que se chama Harriet, mais uma personagem com nome próprio.

Seja o que for que Arthur estiver fazendo às 14h (geralmente se preparando para dormir – e se for para dormir é com a música de Franklin que ele dorme - ou mamando no peito) ele pára e fixa o olhar na TV. Não que ele goste propriamente do desenho. O que ele adora mesmo é a abertura do programa que tem uma música muito gostosinha de se ouvir.
Pronto. Acabou a abertura ele retorna a fazer o que estava fazendo, mas vez ou outra volta o olhar para o desenho, principalmente quando é Franklin que está aparecendo. Não sei se é o tom de verde da família tartaruga, mas ele sempre abre um sorriso quando eles aparecem, o que me derrete toda. Ahhh, o que seria de mim sem o canal Discovery kids!!!!

Eu e meu marido estamos de mudança para outra cidade e sabemos que teremos que regrar muitas coisas no início até que estejamos bem estabelecidos por lá. Mas já sabemos que não poderemos abrir mão de um luxo: a TV a cabo. Porque retirar Franklin de Arthur é como tirar doce da boca de uma criança. E eu quero ver meu filho crescendo com Franklin e, assim como ele, aprender a contar de dois em dois e amarrar os sapatos.